Evite a dor nas costas melhorando a postura no trabalho

Dor nas costas é uma reclamação de grande parcela da população e pode estar associada à diversas causas, mas a principal vilã desse desconforto é simples: a má postura adotada em diversos momentos do nosso dia.

Hábitos como carregar mochila, sentar e usar o computador podem ser determinantes para o aparecimento de dores. E o ambiente de trabalho, onde passamos a maior parte do tempo, é cheio de “armadilhas”.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de todos os trabalhadores catarinenses com mais de 18 anos 16,3% sofrem com problemas crônicos na coluna. Já o ranking de auxílios-doença concedidos pelo INSS, aponta que a dor nas costas é a doença que mais afasta trabalhadores no Brasil por mais de 15 dias.

 

Para melhorar o conforto, evitar e reduzir os incômodos, a melhor dica é corrigir a postura e fazer exercícios físicos.

 

Corrija a postura no dia a dia

Sentado

Procure sempre sentar com a coluna reta, quadril no fundo da cadeira e pés apoiados no chão. Observe a altura dos braços e cotovelos para que fiquem alinhados ao natural, e não altos demais.

Mesa e cadeira

Os apoios dos braços devem ficar na mesma altura que a mesa, ou a mesa ter profundidade para apoiar os braços sobre ela.

Inércia

Não fique tempo demais sentado ou em pé. Levante para ir ao banheiro, pegar água, falar com um colega do outro lado da sala.

Alinhamento

Evite posições forçadas, tortas ou "atiradas” na cadeira, que deixam a coluna flexionada.

Exercícios 

É importante fortalecer as costas e o abdômen, procure ter uma rotina de exercícios com atenção especial para estas áreas. Uma vida ativa também auxilia no controle do peso, uma necessidade, já que a obesidade altera a postura, compromete coluna e pescoço e pode ser ponto de partida para as dores.

Em caso de dores agudas ou persistentes é importante procurar um médico especialista, que poderá recomendar o melhor tratamento. 

Conheça as particularidades de fraturas pediátricas

fraturas infantis

As fraturas pediátricas são responsáveis pela maior parte dos atendimentos de emergência em hospitais. As principais causas são as quedas e acidentes decorrentes da prática de esportes ou de lazer, como futebol, skate, bicicleta, corrida, entre outros. Quedas de lugares altos, como árvores e telhados, são também causas constantes do problema.

Imagine a seguinte situação: você está no trabalho e recebe uma ligação da escola do seu filho que ele caiu e fraturou um dos braços. Casos assim são bastante comuns, podem ocorrer com a gente, com algum vizinho ou um amigo, seja na escola ou bem próximo dos nossos olhos. Crianças são muito ativas e no menor descuido o imprevisto acontece.

A maioria das fraturas em pacientes pediátricos ocorre nos dedos da mão, no úmero (braço), no tornozelo, no antebraço e nos dedos do pé.

Nas crianças e adolescentes as fraturas se comportam de maneira diferente dos casos em adultos. Isso ocorre principalmente pelo fato de que o esqueleto está imaturo e em crescimento. Uma criança possui características e metabolismos próprios, além disso, o processo de ossificação é diferente e permanece em constante transformação.

Será que fraturou mesmo?

É importante dar atenção para os seguintes sintomas: dor muito intensa no local atingido, a impossibilidade da vítima mexer o membro afetado, formação de edema (inchaço), equimose (marcas roxas) ou deformidades, como se o osso tivesse “saído do lugar”.

No caso de crianças até os 3 anos, a dificuldade de expressar a dor é maior, então é importante observar se ela está irritada ou evita movimentar o membro.

O osso parece estar mesmo quebrado! E agora?

Antes de qualquer decisão, mantenha a calma! Imobilize o local com pedaços de madeira ou papelão, prenda com faixas ou pedaços de tecido. Se a fratura ocorreu no braço, improvise uma tipoia com pano e corra para o pronto-socorro. Colocar gelo envolvido por uma toalha ajuda a diminuir o inchaço. Se você estiver distante de um hospital, medicamentos de efeito analgésico podem ajudar a suportar a dor.

Além da imobilização, o tratamento das fraturas envolve uma série de cuidados

Na maioria das vezes as fraturas são imobilizadas com tala de gesso, gesso circular, gesso sintético ou aparelhos. A Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica ressalta que nas crianças não há a preocupação de evitar uma imobilização mais intensa e demorada, pois sua recuperação é rápida e dificilmente ocorre perda do movimento da junta pela imobilização. Por outro lado, é importante que o osso tenha adquirido uma resistência próxima ao normal, para que um novo traumatismo não cause fratura no mesmo lugar.

A imobilização e a medicação controlam a dor, mantendo-a num nível confortável para a criança. Dores mais intensas ou com exacerbação progressiva devem ser relatadas ao médico.

Além disso, uma série de cuidados e procedimentos adicionais são necessários:

  • Controles: dependendo do tipo de fratura, há necessidade de controles radiográficos para verificar se a posição do osso está mantida de maneira adequada.
  • Tempo de consolidação: varia de poucas semanas a meses. Tudo vai depender da idade da criança, do tipo e da localização da fratura, do tratamento realizado e dos cuidados tomados.
  • Fisioterapia e reabilitação: depois do tempo de imobilização, verifica-se a atrofia do membro e certa dificuldade em retomar os movimentos normais. Em casos específicos, e também entre crianças maiores e adolescentes, talvez seja necessário um acompanhamento fisioterápico.
  • Acompanhamento: mesmo após o tratamento e a consolidação do osso, a criança ainda precisa de acompanhamento médico. Isto é necessário para certificar-se de que houve recuperação total do movimento e da função; o osso se mantém alinhado; o crescimento do osso não foi afetado.

Conheça outros cuidados importantes e orientações da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica.

 

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