Conheça as particularidades de fraturas pediátricas

fraturas infantis

As fraturas pediátricas são responsáveis pela maior parte dos atendimentos de emergência em hospitais. As principais causas são as quedas e acidentes decorrentes da prática de esportes ou de lazer, como futebol, skate, bicicleta, corrida, entre outros. Quedas de lugares altos, como árvores e telhados, são também causas constantes do problema.

Imagine a seguinte situação: você está no trabalho e recebe uma ligação da escola do seu filho que ele caiu e fraturou um dos braços. Casos assim são bastante comuns, podem ocorrer com a gente, com algum vizinho ou um amigo, seja na escola ou bem próximo dos nossos olhos. Crianças são muito ativas e no menor descuido o imprevisto acontece.

A maioria das fraturas em pacientes pediátricos ocorre nos dedos da mão, no úmero (braço), no tornozelo, no antebraço e nos dedos do pé.

Nas crianças e adolescentes as fraturas se comportam de maneira diferente dos casos em adultos. Isso ocorre principalmente pelo fato de que o esqueleto está imaturo e em crescimento. Uma criança possui características e metabolismos próprios, além disso, o processo de ossificação é diferente e permanece em constante transformação.

Será que fraturou mesmo?

É importante dar atenção para os seguintes sintomas: dor muito intensa no local atingido, a impossibilidade da vítima mexer o membro afetado, formação de edema (inchaço), equimose (marcas roxas) ou deformidades, como se o osso tivesse “saído do lugar”.

No caso de crianças até os 3 anos, a dificuldade de expressar a dor é maior, então é importante observar se ela está irritada ou evita movimentar o membro.

O osso parece estar mesmo quebrado! E agora?

Antes de qualquer decisão, mantenha a calma! Imobilize o local com pedaços de madeira ou papelão, prenda com faixas ou pedaços de tecido. Se a fratura ocorreu no braço, improvise uma tipoia com pano e corra para o pronto-socorro. Colocar gelo envolvido por uma toalha ajuda a diminuir o inchaço. Se você estiver distante de um hospital, medicamentos de efeito analgésico podem ajudar a suportar a dor.

Além da imobilização, o tratamento das fraturas envolve uma série de cuidados

Na maioria das vezes as fraturas são imobilizadas com tala de gesso, gesso circular, gesso sintético ou aparelhos. A Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica ressalta que nas crianças não há a preocupação de evitar uma imobilização mais intensa e demorada, pois sua recuperação é rápida e dificilmente ocorre perda do movimento da junta pela imobilização. Por outro lado, é importante que o osso tenha adquirido uma resistência próxima ao normal, para que um novo traumatismo não cause fratura no mesmo lugar.

A imobilização e a medicação controlam a dor, mantendo-a num nível confortável para a criança. Dores mais intensas ou com exacerbação progressiva devem ser relatadas ao médico.

Além disso, uma série de cuidados e procedimentos adicionais são necessários:

  • Controles: dependendo do tipo de fratura, há necessidade de controles radiográficos para verificar se a posição do osso está mantida de maneira adequada.
  • Tempo de consolidação: varia de poucas semanas a meses. Tudo vai depender da idade da criança, do tipo e da localização da fratura, do tratamento realizado e dos cuidados tomados.
  • Fisioterapia e reabilitação: depois do tempo de imobilização, verifica-se a atrofia do membro e certa dificuldade em retomar os movimentos normais. Em casos específicos, e também entre crianças maiores e adolescentes, talvez seja necessário um acompanhamento fisioterápico.
  • Acompanhamento: mesmo após o tratamento e a consolidação do osso, a criança ainda precisa de acompanhamento médico. Isto é necessário para certificar-se de que houve recuperação total do movimento e da função; o osso se mantém alinhado; o crescimento do osso não foi afetado.

Conheça outros cuidados importantes e orientações da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica.

 

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