Saiba o que é o "pulso aberto"

"Pulso aberto" é uma expressão bastante popular usada para definir uma série de lesões ou tendinite. Em geral, a dor aparece quando pegamos um objetivo pesado ou realizamos um grande esforço e/ou trauma com a mão.

            A dor costuma diminuir consideravelmente ou até desaparecer após um período de descanso. Em situações mais graves, o desconforto prossegue por semanas. Neste caso, fique atento e procure um especialista da COT Joinville para um diagnóstico detalhado e tratamento.

O que é 

            Apesar do nome comumente usado, não se trata de "pulso aberto" a expressão correta é punho, região anatômica compreendida entre a mão e o antebraço e não está, ou fica, "aberto". O punho aberto abrange todas as lesões nos ligamentos, problemas nas articulações ou traumas na região do braço. Pode também incluir uma LER (Lesão por Esforço Repetitivo).

            A LER surge em trabalhadores que realizam trabalhos repetitivos, como em linhas de montagem em fábricas ou devido ao uso contínuo de computador no escritório.

            O punho aberto também pode ser causado pela síndrome do túnel do carpo. Esta síndrome atinge o nervo mediano quando este passa pelo canal localizado no punho chamado de túnel do carpo. Quando o nervo é comprimido ocorre a dor.

            A síndrome é mais comum em mulheres entre 30 e 60 anos e pode ocorrer nos dois punhos, simultaneamente, em 60% dos casos.

Conheça os sintomas

            Os principais sintomas do punho aberto são:

  • Dor suportável mas constante no punho.
  • A dor fica mais intensa ao realizar movimentos ou esforços.
  • Região do punho fica muito sensível.
  • Há redução da força na mão.
  • Existe o aparecimento de inchaço e edema no punho.
  • Diminuição da sensibilidade e formigamento dos dedos

Diagnóstico e tratamento

            É necessário um exame físico para avaliar o nível de sensibilidade e se existem lesões em tendões e nervos. Um exame de imagem (ultrassom ou ressonância) apoia o diagnóstico do médico para analisar possíveis lesões e indicar o melhor tratamento.

            O primeiro passo para tratar o punho aberto é reduzir a inflamação e aliviar a dor. Na maior parte dos casos, os médicos recomendam imobilizadores para impedir que a articulação se movimente, garantindo o repouso necessário para a recuperação. Confira neste vídeo alguns modelos e usos de munhequeiras. Apenas em alguns casos é necessário um procedimento cirúrgico. 

Como prevenir a LER no dia a dia do trabalho

Você certamente já ouviu falar nas lesões por esforços repetitivos, popularmente conhecidas pela sigla LER. Nessa categoria incluímos todas as agressões por esforços repetitivos e também as provocadas por postura inadequada. Com a popularização de computadores e smartphones em nosso dia a dia, a situação só piorou.

Nessa entrevista, o Dr. Rames Mattar, professor de Ortopedia da Universidade São Paulo, lembra que "nas últimas décadas, também ocorreu uma transformação importante na forma de encarar o trabalho. Competitividade, produtividade e manutenção do emprego são palavras-chave nesse universo, o que acaba aumentando os níveis de angústia e ansiedade e o indivíduo se nega o direito a uma pausa a fim de cuidar adequadamente de seu organismo. Esse conjunto de fatores pode explicar a epidemia mundial relacionada às dores do sistema musculoesquelético."

Os sintomas mais frequentes associados a LER são dores nos membros inferiores e dedos, com dificuldade de movimentá-los e com aquela sensação de formigamento. Mas é importante lembrar que LER não é uma doença em si. Ela é um conjunto de problemas que estão relacionados com um esforço exagerado, repetitivo e em uma postura inadequada.       

Uma das dores mais comuns e que está ligada a um diagnóstico de LER é a dor no punho ou dor no pulso. As causas que podem levar à dor no punho são bastante diversas. Porém, uma das mais comuns é a síndrome do túnel do carpo. Além da dor, sentimos queimação, amortecimento ou formigamento na palma da mão, punho, polegar ou dedos. Em alguns casos, pode-se até ter dificuldades em segurar objetos porque o músculo do polegar torna-se muito fraco. E, sem tratamento, a dor pode se intensificar e chegar até o cotovelo.

Essa síndrome ocorre quando o nervo mediano é comprimido e acaba inchando. Isso ocorre quando se executam movimentos repetitivos, como digitar ou usar o mouse, costurar em excesso, pintar ou escrever; tudo realizado sem os corretos intervalos para descanso. Porém, é importante lembrar que esta síndrome também pode ser provocada se você estiver acima do peso, ter diabetes, hipotireoidismo, artrite reumatoide ou estar no período de tensão pré-menstrual (TPM)

 

Aqui vão algumas dicas para você evitar ou tratar esse tipo de lesão:

 

1º Conheça os motivos de sua dor

É preciso compreender qual é o causador daquela dor ou lesão. A partir daí é possível descobrir soluções e tratamentos para o problema. Se tudo estiver certo e você trabalhar em um ambiente ergonômico, é possível que as causas sejam a ansiedade e o estresse. Nesse caso, será preciso acompanhamento psicológico, além do fisioterapêutico.

 

2º Vida saudável

Afaste-se das situações que geram ansiedade. Dedique tempo ao seu trabalho, mas não deixe que ele preencha toda a sua vida. Tenha uma vida pessoal ativa e concentre-se em sua família e em seus passatempos preferidos.

 

3º Postura e exercícios

O sedentarismo é um fator influenciador das doenças que causam L.E.R.. Por isso, faça exercícios regularmente. Isto não significa necessariamente matricular-se em uma academia, mas realizar atividades que lhe proporcionem prazer, como corrida, natação, ciclismo ou até uma simples caminhada ao fim do dia ou ao amanhecer. Não tem tempo? Procure usar menos o automóvel e caminhe mais. Importante é manter o corpo em movimento. E cuide de sua postura. Policie-se o tempo todo: em casa e no escritório. Boa sugestão é realizar pausas a cada hora para alongar-se e relaxar o corpo.

 

4º Faça exercícios específicos

Existem alguns exercícios específicos para aliviar ou previnir as dores no punho e tendinite. Confira nesse vídeo alguns exemplos.

 

A boa notícia é que a prevenção evita boa parte dos problemas provocados pela síndrome do túnel do carpo. Caso os sintomas apareçam, procure um especialista.

 

 

 

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