Os 5 maiores inimigos dos pés dos corredores

pé corredor

            Os pés são uma perfeita máquina de corrida com seus 26 ossos, 33 articulações e 112 ligamentos. Eles batem no chão mil vezes a cada quilômetro, em uma corrida em ritmo intermediário e absorvem uma força muitas vezes superior ao peso corporal. É por tudo isso que para uma corrida sem dores e sem sustos, a melhor dica é tratá-los muito bem.

            Veja como identificar e prevenir os cinco problemas mais comuns que atingem os corredores amadores e profissionais:

 

1. Fratura de estresse

            Trata-se da quebra parcial ou a fissura de um osso. Para saber se tem ou não a fratura de estresse, toque no topo do pé, caso sinta dor, é um identificador de fratura.

            Este problema acontece, geralmente, em virtude de um treinamento mais puxado e prolongado ou até pela troca de superfície de corrida: de grama para asfalto, por exemplo.

            Para prevenir, reduza a intensidade do treinamento e escolha uma superfície mais macia para correr. Caso a dor prossiga, analise a troca do tênis por um modelo com melhor amortecimento. Mas lembre-se: nunca continue com os seus treinos se estiver com uma fratura.

 

2. Tendão Calcâneo

             O tendão calcâneo (tendão de Aquiles) localiza-se na parte posterior da perna e vai até à panturrilha. A corrida tende a enrijecer a panturrilha porque os músculos próximos ficam tensos, deixando o tendão distendido e inflamado. Jamais continue correndo com inflamação no tendão de Aquiles, pois poderá provocar a ruptura parcial ou total, ocasionando um dano permanente.

            Medidas preventivas incluem alongamento lento e gradual após a corrida, quando o tendão está aquecido. Boa pedida é incluir no kit corrida um tênis do tipo “controle de movimentos”, ou motion-control. Este tipo de tênis controla algumas desvantagens das pisadas irregulares. Outra dica é eliminar ou reduzir as corridas em ladeiras, em geral, elas forçam muito o tendão.

 

3. Pé de atleta

            É uma infecção causada por fungos e aparece no arco do pé ou entre os dedos, onde a umidade é maior. O indicado é não coçar constantemente, isto pode ocasionar cortes na pele e a infestação dos fungos no organismo.

            As formas de contágio ainda são desconhecidas mas o pé de atleta é, geralmente, contraído em lugares molhados, como vestiários ou piscinas e com o uso de meias e calçados sujos ou úmidos.

            A prevenção é muito simples: sempre use meias limpas e secas, para correr, aplique cremes ou sprays que mantenham os pés secos e utilize sandálias em vestiários comunitários.

 

4. Joanete

            O joanete é o crescimento ósseo no lado da base do dedão. É uma forma de artrite que pode ocorrer em virtude de um problema genético, pelo uso de calçados muito apertados ou por questões biomecânicas - a chamada super-pronação.

            Apesar de incomodar muito, a prevenção é relativamente simples. Usando tênis de corrida do tipo “montion-control" e um pouco mais largos na parte de frente.

 

5. Fascite Planar

            A fascite planar é bastante comum nos pés dos corredores amadores e profissionais. Começam como uma dorzinha na sola do pé, próxima ao arco ou ao calcanhar. Vai ficando cada vez mais incômoda e a sensação é como se tivesse com uma pedrinha embaixo do pé, com as dores ficando mais severas após o treino.

            A medidas de prevenção incluem uso de um bom tênis e exercícios para alongar os músculos antes e depois da corrida.

 

             Apesar de incomodar muito, os principais problemas que atingem os corredores profissionais e amadores são facilmente controláveis. Cuide de seus pés diariamente e procure orientação médica caso sinta dores constantes.  

 

Descubra as 5 lesões mais comuns provocadas pela corrida

            lesões comuns na corrida            

                Exercícios físicos são parte importante para reduzir o stress, para reenergizar corpo e mente, ajudar a modelar o corpo e melhorar a saúde.

            É o caso da corrida, um esporte cada vez mais popular em cidades como Joinville. Já é bem comum ver grupos de corrida nos finais de tarde e nos fins de semana praticando pelas ruas e nos parques, como o Expoville.

            Mas, realizar atividade física sem a orientação correta, pode causar alguns problemas.

            Conheça abaixo as cinco lesões mais comuns provocadas pela corrida de rua:

 1.    Tendinite Patelar

             Começa com uma dor no joelho. No início, é apenas uma dorzinha inconveniente, mas vai piorando e, quando você percebe, virou uma dor crônica. Fica pior quando é preciso subir escadas ou cruzar as pernas.

            O Dr. Daniel Figueiredo Facioli Rosa, especialista em trauma e joelho, da COT, explica que a tendinite patelar é uma síndrome causada pelo excesso de exercícios (fadiga) aliado à fraqueza da musculatura da perna, erros posturais e a falta ou a incorreta sessão de alongamento.

            A dor fica concentrada na região acima da patela, o quadríceps, no corpo do tendão ou na tuberosidade da tíbia, logo abaixo do joelho.

            Para evitar a tendinite patelar:

            - Treine em superfícies de menor impacto, como estradas de chão ou gramados;

            - Capriche nos alongamentos;

            - Faça musculação para o fortalecimento;

            - Escolha um tênis de qualidade de acordo com o seu tipo de pisada;

            - Treine conforme a sua capacidade e não exagere.

 2.    Joanete

            Cientificamente conhecida como ‘hálux valgo’, é aquele osso saltado na lateral do pé. O popular joanete é um desvio no osso do dedão. É causado por questões genéticas ou mecânicas, como o uso de calçados inadequados.

            As pessoas com joanete têm a pisada alterada devido à dor ou até pela mudança na estrutura do pé. Isso ocorre porque o osso muda a pisada e pode até mesmo causar o levantamento de um dos dedos - formando o conhecido dedo em figa.

            Por ser a lesão óssea mais comum entre os adultos, é uma das principais reclamações dos adeptos da corrida. O tratamento consiste em fisioterapia, uso de prótese e separador entre os dedos e troca diária de calçados para evitar pontos de atrito em locais únicos do pé.

            Em casos mais graves, existe a opção pela cirurgia. As inovações mais recentes na cirurgia para correção do joanete se mostraram bem sucedidas e eficazes, com a reabilitação total em 40, 45 dias. 

 3.    Dor na canela

            Essa é famosa entre os corredores. A canelite caracteriza-se pela sensação de nem poder pisar no chão de tanta dor na canela. Tecnicamente é a síndrome da tensão tibial medial (STTM). É comum entre os praticantes de corrida, em especial entre os iniciantes, que exageram na dose ou na intensidade dos treinamentos.

            A canelite é causada pela corrida prolongada em uma superfície dura, aumento brusco da intensidade ou duração do treinamento, falta de alongamento, uso de calçado inadequado, alterações biomecânicas, entre outros.

            A prevenção é muito simples:

            - Escolha um tênis de qualidade de acordo com o seu tipo de pisada;

            - Caminhe antes de iniciar a corrida, assim você aquece seu corpo;

             - Siga rigorosamente o seu planejamento, conciliando todas as etapas para uma boa e saudável corrida: alongamentos, fortalecimento muscular e equilíbrio postural;

            - Mantenha uma alimentação balanceada;

            - Não realize aumentos bruscos em seu treino. Vá com calma, respeite seu ritmo;

            - Dê tempo ao seu corpo para descansar dos períodos de treinos e corridas.

            A canelite é facilmente tratável. Em geral isso é feito com repouso e só em casos muito graves recorre-se a cirurgia.

 4.    Dor no quadril

            A dor no quadril é causada por uma inflamação do músculo glúteo, que é também o principal estabilizador da bacia. Responsável pelo movimento de abrir a perna, ele também evita que a bacia incline para baixo quando o pé sai do chão.

            A dor pode começar com um simples desconforto, mas é bom verificar as causas do mal-estar para evitar uma tendinite no músculo glúteo. É o que aconselha o Dr. André Luiz da Silva Moura, ortopedista especializado em Cirurgia do Quadril e membro do corpo clínico da COT.

            Novamente, a causa da dor é o excesso de exercício ou a realização de treinos sem o correto alongamento e aquecimento.

 5.    Fratura por Estresse

            Estas fissuras microscópicas são fraturas bem comuns nos ossos da perna, como o fêmur e a tíbia, e nos ossos do pé, como o calcâneo. Especialistas apontam que este tipo de fratura, causada pelo estresse de treinos e corridas, é a causa de 30% das lesões.

            Elas são provocadas pelo esgotamento muscular, quando o corpo não consegue mais absorver os impactos.

            Boa notícia é que, na maioria dos casos, apenas a redução da intensidade dos treinos ou até um período de parada já resolve o problema.

             Deu para perceber que a maioria dos problemas são causados por um conjunto de erros, como tênis inadequado ao tipo de pisada, falta de correto alongamento e de aquecimento do corpo e excesso de treinos ou corridas.

            A dica é: para curtir seu esporte, vá com calma e aproveite o momento, respeitando os limites de seu corpo.

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